29.7.09
Canção de Amor - 21 Junho
Oiço as canções de amor dos outros e sorrio, feliz por haver quem ame. Estou de sol no rosto e bainha na mão. Não há canção para mim. Não faz mal. Eu sorrio ouvindo as dos outros, sozinha, triunfante de escuridão e desejo.
A poesia diz-me para esperar. Que ficarei forte e maior. Que alguém vai querer segurar-me. Mas eu só quero que me larguem, que me soprem.
Porque o meu amor está no vento.
Está no brilho de todos os olhos.
E nas minhas asas ardendo na luz.
Está nos livros empoeirados.
No silêncio do beijo.
Nos pianos irrequietos.
O meu amor está vibrando em todo o lado a toda a hora.
E foge, para eu nao parar de o encontrar.
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Um comentário:
Todos temos canções mas será que realmente as cantamos? Será que as ouvimos com toda a integridade e sinceridade existente no nosso coração, no nosso amor?
Sei que, por mais cobertos de amor que estejamos, existe sempre o seu parceiro. Não o nomeio mas isso não acaba com a sua existência. É a noite entre o dia. É pensar "sim" dizendo "não". É o oposto do amor que nos impede de ouvir com os olhos, de pensar com o nariz, de tornar todos os sentidos num só. E só assim se Ouve uma canção de amor.
Este espaço não se destina a críticas pois é impossível criticar os teus sentidos, as tuas palavras. Portanto deixo apenas uma ideia relacionada, sendo ela a minha.
De alguém que te ama. Quem, não será a questão.
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