Vieste de madrugada quando eu já estava sóbria. As veias quase saltavam do teu braço, quase rompiam a pele, tão inchadas e azuis. Eu acendi um cigarro de mentol e apercebi-me de que o meu romance não tinha futuro.
Pensei em Greene, pensei em Cunningham, em Palahniuk, pensei no teu sexo vertendo os meus sonhos. Mas nada.
As palavras junto de ti esvaíam-se em desejo. Os teus lábios cheiravam a baunilha dentro da minha cama e sorrimos até o sol raiar. Os meus pés contra os teus pés. A pedalar o sono.
Amor Nocturno Subaquático
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