Por mim deixaste-te soltar
numa selva de crianças suicidas
Por mim cortaste-te da carne
que tínhamos nutrido a cuidado.
Por mim. As páginas perderam-se
entre os teus olhos amor, morte
Por mim ergueram-se mil lápides
em beijos fugidios e terminais.
Foi por mim e nada pediste
nem uma lágrima, nem um perdão
Apenas alguma dor imaculada
que mais tarde roubaste, por mim.
Por mim o sol nas tuas faces mutantes
Por mim noites de ardente choro
Por mim seios gelados sem mãos
Foi tudo por mim e eu soube.
É para ti o presente, desfigurado e só
Para ti o que resta de histórias mentidas
Para ti paixão pálida que se escapa
Entre os dias, as noites, o sangue.
11-03-08
numa selva de crianças suicidas
Por mim cortaste-te da carne
que tínhamos nutrido a cuidado.
Por mim. As páginas perderam-se
entre os teus olhos amor, morte
Por mim ergueram-se mil lápides
em beijos fugidios e terminais.
Foi por mim e nada pediste
nem uma lágrima, nem um perdão
Apenas alguma dor imaculada
que mais tarde roubaste, por mim.
Por mim o sol nas tuas faces mutantes
Por mim noites de ardente choro
Por mim seios gelados sem mãos
Foi tudo por mim e eu soube.
É para ti o presente, desfigurado e só
Para ti o que resta de histórias mentidas
Para ti paixão pálida que se escapa
Entre os dias, as noites, o sangue.
11-03-08
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